Dorival Caymmi

Dorival Caymmi (Salvador, 30 de abril de 1914 – Rio de Janeiro, 16 de agosto de 2008) foi um cantor, compositor, instrumentista, poeta, pintor e ator brasileiro.

Compôs inspirado pelos hábitos, costumes e as tradições do povo baiano. Tendo como forte influência a música negra, desenvolveu um estilo pessoal de compor e cantar, demonstrando espontaneidade nos versos, sensualidade e riqueza melódica.

Poeta popular, compôs obras como Saudade da Bahia, Samba da minha Terra, Doralice, Marina, Modinha para Gabriela, Maracangalha, Saudade de Itapuã, O Dengo que a Nega Tem, A Lenda do Abaeté e Rosa Morena.

Filho de Dorival Henrique Caymmi e Aurelina Soares Caymmi, era casado com Adelaide Tostes, com quem teve seus três filhos: Nana, Dori e Danilo, que também são cantores, assim como suas netas Juliana e Alice.

Faleceu em 16 de agosto de 2008, aos 94 anos, em casa, às seis horas da manhã, por conta de insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos, em consequência de um câncer renal que possuía havia nove anos. Permanecia em internação domiciliar desde dezembro de 2007.

 

Adriana Moraes Rêgo Reis (Rio de Janeiro, 29 de julho de 1969), mais conhecida pelo nome artístico Drica Moraes, é uma atriz brasileira. Nome completo: Adriana Moraes Rêgo Reis Outros nomes: Drica Nascimento: 29 de julho de 1969 (51 anos) Rio de Janeiro, RJ Altura: 1,62m Ocupação:atriz Período deatividade:1983 - presente Instagram:@Drica Moraes Twitter: @dricamoraesreal Biografia Começou a carreira aos 13 anos no teatro infantil com montagens de Os Doze Trabalhos de Hércules, adaptação do livro de Monteiro Lobato, em 1983, Nossa Cidade, de 1984, e em Chapeuzinho Vermelho, com texto e direção de Maria Clara Machado, em 1985. Em 1989 estreou no teatro adulto em O Segredo de Cocachim, de Denise Crispum, que lhe valeu o Prêmio Coca-Cola. Já na televisão, sua primeira aparição não poderia ter sido mais discreta. Sua estreia deu-se na Globo, em 1986, no episódio O seqüestro de Lauro Corona, do extinto Teletema, escrito por Ricardo Linhares. Apesar de pequeno, o papel desempenhado pela atriz chamou a atenção do
Dorival Caymmi nos anos 90.
  • Nome completo: Dorival Caymmi
  • Nascimento: 30 de abril de 1914
  • Local de nascimento: Salvador, BA
    Brasil
  • Morte: 16 de agosto de 2008 (94 anos)
  • Local de morte: Rio de Janeiro, RJ
    Brasil
  • Nacionalidade: brasileiro
  • Gênero(s): samba, bossa nova, MPB
  • Ocupação(ões): cantor, compositor, instrumentista
  • Instrumento(s): vocal ,violão
  • Período em atividade: 1934–2008
  • Outras ocupações: poeta, pintor, ator
  • Gravadora(s): Odeon, Columbia, Continental, RCA Victor, Elenco
    Phonogram, Funarte, Som Livre, Universal, EMI
  • Afiliação(ões): Dori Caymmi, Danilo Caymmi, Nana Caymmi

    Dorival Caymmi no Jô Soares em 1997 (Completo)

Caymmi na Rádio Educadora do Brasil, em 1945
Caymmi na Rádio Educadora do Brasil, em 1945

Biografia

Ele era descendente de italianos pelo lado paterno, as gerações da Bahia começaram com o seu bisavô, que chegou ao Brasil para trabalhar no reparo do Elevador Lacerda. Ainda criança, iniciou sua atividade como músico, ouvindo parentes ao piano. Seu pai era funcionário público e músico amador, tocava, além de piano, violão e bandolim. A mãe, dona de casa, mestiça de portugueses e africanos, cantava apenas no lar. Ouvindo o fonógrafo e depois a vitrola, cresceu sua vontade de compor. Cantava, ainda menino, em um coro de igreja, como baixo-cantante. Com treze anos, interrompe os estudos e começa a trabalhar em uma redação de jornal O Imparcial, como auxiliar. Com o fechamento do jornal, em 1929, torna-se vendedor de bebidas. Em 1930 escreveu sua primeira música: “No Sertão“, e aos vinte anos estreou como cantor e violonista em programas da Rádio Clube da Bahia. Já em 1935, passou a apresentar o musical Caymmi e Suas Canções Praieiras. Com 22 anos, venceu, como compositor, o concurso de músicas de carnaval com o samba A Bahia também dá. Gilberto Martins, um diretor da Rádio Clube da Bahia, o incentiva a seguir uma carreira no sul do país. Em abril de 1938, aos 23 anos, Dorival, viaja de ita (navio que cruza o norte até o sul do Brasil) para cidade do Rio de Janeiro, para conseguir um emprego como jornalista e realizar o curso preparatório de Direito. Com a ajuda de parentes e amigos, fez alguns pequenos trabalhos na imprensa, exercendo a profissão em O Jornal, do grupo Diários Associados, ainda assim, continuava a compor e a cantar. Conheceu, nessa época, Carlos Lacerda e Samuel Wainer.

Carmen Miranda e Dorival Caymmi

Foi apresentado ao diretor da Rádio Tupi, e, em 24 de junho de 1938, estreou na rádio cantando duas composições, embora ainda sem contrato. Saiu-se bem como calouro e iniciou a cantar dois dias por semana, além de participar do programa Dragão da Rua Larga. Neste programa, interpretou O que é que a Baiana Tem?, composta em 1938. Com a canção, fez com que Carmen Miranda tivesse uma carreira no exterior, a partir do filme Banana da Terra, de 1938. Sua obra invoca principalmente a tragédia de negros e pescadores da Bahia: O Mar, História de Pescadores É Doce Morrer no Mar, A Jangada Voltou Só, Canoeiro, Pescaria, entre outras. Filho de santo de Mãe Menininha do Gantois, para quem escreveu em 1972 a canção em sua homenagem: “Oração de Mãe Menininha”, gravado por grandes nomes como Gal Costa e Maria Bethânia.

Nos anos 1970 sua canção “Suíte do Pescador” ficou amplamente conhecida na União Soviética após compor a trilha sonora do filme “Capitães da Areia”, baseado na obra de Jorge Amado, e que fez enorme sucesso no país.

Em 1986, a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira apresentou o enredo “Caymmi mostra ao Mundo o que a Bahia e a Mangueira tem”. Nesse desfile, com um belo samba a Estação Primeira de Mangueira conquistou o principal título do Carnaval Carioca. Em 2014 foi homenageado pela Escola de Samba Águia de Ouro, que apresentou o enredo: “A Velha Bahia apresenta o centenário do poeta cancioneiro Dorival Caymmi” homenageando o centenário de Dorival Caymmi. A escola finalizou na terceira posição, a mesma posição do ano anterior.

Família Caymmi Ao Vivo – Tributo a Dorival Caymmi

Dorival Caymmi, 1956. Arquivo Nacional.
Dorival Caymmi, 1956. Arquivo Nacional.

Obras

Nas composições de Caymmi (Maracangalha, 1956; Saudade de Bahia, 1957), a Bahia surge como um local exótico com um discurso típico que estabelecera-se nas primeiras décadas do século XX, com referências à cultura africana, à comida, às danças, à roupa, e, principalmente à religião.

Antecedentes

Com a Primeira Guerra Mundial, um lundu de autoria anônima, com o nome de “A Farofa”, trata não tão somente do conflito como também de dendê e vatapá, na canção “O Vatapá”. O compositor José Luís alcunhado Caninha, utilizou, ainda em 1921, o vocábulo balangandã, no samba “Quem vem atrás fecha a porta”. A culinária baiana foi consagrada no maxixe “Cristo nasceu na Bahia”, lançado em 1926. No final da década de 1920, associa à Bahia a mulher que ginga, rebola, requebra, remexe e mexe as cadeiras quando está sambando, o que surpreende na linguística, visto que o autor não era nativo do Brasil.

Sucesso

O primeiro grande sucesso “O que é que a baiana tem?” cantada por Carmen Miranda em 1939 não só marca o começo da carreira internacional da Pequena Notável vestida de baiana, mas influenciou também a música popular dentro do Brasil, tornou-se conhecida a ponto de ser imitada e parodiada, como no choro “O que é que a baiana tem?” de Pedro Caetano e Joel de Almeida ou na canção “A baiana diz que tem” de Felipe Colognezi. Apesar das produções anteriores, as composições de Caymmi são as mais lembradas sobre a cultura baiana.

Dorival Caymmi: O que é que a Bahia tem?

Dorival Caymmi em foto de 1938.
Dorival Caymmi em foto de 1938.

Morte

Em 16 de agosto de 2008, aos 94 anos, Caymmi morreu em seu apartamento na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, no bairro de Copacabana, por insuficiência renal devido à um câncer que o acompanhava desde o ano de 1999.

Seu corpo foi velado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, no Centro carioca. Caymmi foi enterrado no dia seguinte no Cemitério de São João Batista, no bairro de Botafogo, com a presença de seus filhos e personalidades como Othon Bastos, Gilberto Gil, Gilberto Braga, João Ubaldo Ribeiro, Daniela Mercury, Wagner Tiso, Glória Perez e o prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM).

Em sua homenagem, o Governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) e o Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), decretaram luto oficial de três dias em seus estados. O então Presidente da República, Lula (PT), escreveu uma nota de pesar em homenagem ao músico: “Dorival Caymmi é um dos fundadores da música popular brasileira, patriarca de uma linhagem de músicos de talento. Suas canções praieiras e seus sambas-canção são patrimônio da cultura nacional. Brilhou e inovou como compositor, músico e cantor. Sua música é uma completa tradução da Bahia. Foi com tristeza que recebi a notícia de sua morte. Meus sinceros pêsames a sua esposa Stella Maris e a seus filhos – Nana, Dori e Danilo. Sua obra permanecerá sempre viva na memória dos brasileiros, iluminando a todos com a graça e a alegria de suas músicas”.

Dorival Caymmi – Só Louco

Caymmi na Rádio Nacional, em 1938.
Caymmi na Rádio Nacional, em 1938.

Discografia

  • 1954 Canções Praieiras Odeon
  • 1955 Sambas de Caymmi
  • 1957 Eu Vou p’ra Maracangalha
    Caymmi e o Mar
  • 1958 Ary Caymmi e Dorival Barroso
  • 1959 Caymmi e Seu Violão
  • 1960 Eu Não Tenho Onde Morar
  • 1964 Caymmi Visita Tom Elenco
  • 1965 Caymmi and The Girls From Bahia Odeon
  • 1967 Vinicius e Caymmi no Zum Zum Elenco
  • 1972 Caymmi Odeon
  • 1973 Caymmi Também É de Rancho

Bibliografia

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Lisboa, Luiz Américo, Júnior (1998) [1990], A presença da Bahia na música popular brasileira, Musimed.
de Moraes, José Luís (1998) [1990], «Quem vem atrás fecha», in: Lisboa, Luiz Américo, Júnior, A presença da Bahia na música popular brasileira, Musimed.
Gildo De Stefano, Il popolo del samba. La vic

enda e i protagonisti della storia della musica popolare brasiliana, con prefazione di Chico Buarque de Hollanda, RAI-ERI, 2005, ISBN 88-397-1348-4
Gildo De Stefano, Saudade Bossa Nova: musiche, contaminazioni e ritmi del Brasile, Prefazione di Chico Buarque, Logisma Editore, Firenze 2017, ISBN 978-88-97530-88-6

Dorival Caymmi é humanizado com 'dose natural de simpatia' em filme focado na obra transcendental do compositor
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Jorge Amado e Dorival Caymmi conquistaram os soviéticos com literatura e música
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Centenário, Dorival Caymmi foi um artista original e incomparável
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Fontes: Wikipédia, IMDB, além da pesquisa no site Imagoi.