Westworld

Westworld é uma série de televisão americana desenvolvida por Jonathan Nolan e Lisa Joy, e transmitida pela emissora HBO desde 2 de outubro de 2016. A série é baseada no filme de mesmo nome de 1973, que foi escrito e dirigido pelo escritor norte-americano Michael Crichton, e também em sua continuação, Futureworld, de 1976. Jonathan Nolan e Lisa Joy também são os produtores executivos, juntamente com Bryan Burk, Jerry Weintraub e J. J. Abrams. A série foi oficializada no segundo semestre de 2013, com encomenda de dez episódios para a primeira temporada, que estreou em 2 de outubro de 2016.

A história se passa em Westworld, um parque temático tecnologicamente avançado que simula o Velho Oeste e é povoado por androides sintéticos apelidados de “anfitriões”, que atendem aos desejos dos ricos visitantes do parque (apelidados de “recém-chegados” pelos anfitriões e de “convidados” pela gerência do parque). Os visitantes podem fazer o que quiserem dentro do parque, sem seguirem regras ou leis e sem medo de retaliação por parte dos anfitriões.

A estreia da série recebeu as classificações mais elevadas de audiência desde os vencedores do Emmy Award da série True Detective. Ela tem recebido elogios significativos pela crítica, especialmente por seu figurino, história, elementos temáticos e estruturação do mundo.

Informações Gerais

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Formato: Série
Gênero: Ficção científica / Faroeste
Duração: 57–91 minutos
Criador(es): Jonathan Nolan & Lisa Joy
Baseado em: Westworld, de Michael Crichton
Desenvolvedor(es): Jonathan Nolan / Lisa Joy
País de origem: Estados Unidos
Idioma original: Inglês
Produtor(es): Cherylanne Martin / Michael Polaire / Carly Wray / Stephen Semel
Produtor(es) executivo(s): J. J. Abrams / Jonathan Nolan / Lisa Joy / Jerry Weintraub / Bryan Burk / Richard J. Lewis / Roberto Patino / Athena Wickham / Ben Stephenson
Editor(es): Stephen Semel / Marc Jozefowicz / Mark Yoshikawa / Andrew Seklir / Tanya Swerling / David Eisenberg / Anna Hauger / Ron Rosen / Mako Kamitsuna
Cinematografia: Paul Cameron / Brendan Galvin / Robert McLachlan / Jeffrey Jur / David Franco / Darran Tiernan / John Grillo / M. David Mullen
Distribuída por: Warner Bros. Television Distribution
Elenco: Evan Rachel Wood / Thandie Newton / Jeffrey Wright / James Marsden / Ingrid Bolso Berdal / Luke Hemsworth / Sidse Babett Knudsen / Simon Quarterman / Rodrigo Santoro / Angela Sarafyan / Shannon Woodward / Ed Harris / Anthony Hopkins / Ben Barnes / Clifton Collins Jr. / Jimmi Simpson / Tessa Thompson / Fares Fares / Louis Herthum / Talulah Riley / Gustaf Skarsgard / Katja Herbers / Zahn McClarnon
Compositor da música-tema: Ramin Djawadi
Empresa(s) de produção: HBO Entertainment / Kilter Films / Bad Robot Productions / Jerry Weintraub Productions (1ª temporada) / Warner Bros. Television
Localização: Castle Valley, Utah, Estados Unidos / Simi Valley, Califórnia, Estados Unidos / Newhall, Califórnia, Estados Unidos / Agoura Hills, Califórnia, Estados Unidos / Universal City, Califórnia, Estados Unidos / Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos
Emissora de televisão original: HBO
Formato de exibição: HDTV 1080p
Formato de áudio: Dolby Digital 5.1
Transmissão original: 2 de outubro de 2016 – presente
Nº de temporadas: 3
Nº de episódios: 28

Sinopse

No futuro, o parque temático Westworld oferece a seus visitantes a oportunidade de conhecer o Velho Oeste em um gigantesco terreno, incluindo a cidade fronteiriça de Sweetwater. A cidade e todo o terreno são ocupados por “anfitriões”, androides indistinguíveis dos humanos, que possuem uma programação avançada que segue um conjunto pré-definido de narrativas entrelaçadas, com a capacidade de se desviar dessas narrativas e improvisar à medida que os visitantes interagem com eles. Os anfitriões repetem essas narrativas todos os dias, tendo suas memórias apagadas durante a noite, enquanto dormem, até que sejam reaproveitados para outras narrativas ou desativados e armazenados para uma futura reutilização em novas histórias. Para a segurança dos visitantes, os anfitriões são incapazes de prejudicar quaisquer outras formas de vida, permitindo aos visitantes liberdade quase ilimitada de se envolverem em qualquer atividade que quiserem, sem retaliação, incluindo sexo e assassinatos simulados com os anfitriões. Uma equipe supervisiona o parque, desenvolve novas narrativas e realiza reparos nos anfitriões quando necessário. O enredo começa a se desenrolar, de fato, quando alguns dos anfitriões começam a alcança a autoconsciência.

Episódios

Temporada: 1 / Título: The Maze / Episódios: 10 / Estréia: 2 de outubro de 2016
Temporada: 2 / Título: The Door / Episódios: 10 / Estréia: 22 de abril de 2018
Temporada: 3 / Título: The New World / Episódios: 8 / Estréia: 15 de março de 2020

1ª temporada: The Maze (2016)

A série se inicia em Westworld, um parque temático tecnologicamente avançado que simula o Velho Oeste e é povoado por androides sintéticos apelidados de “anfitriões”. Westworld atende a convidados que pagam um alto preço, e que podem fazer o que quiserem dentro do parque, sem seguirem regras ou leis e sem medo de retaliação por parte dos anfitriões.

2ª temporada: The Door (2018)

Em novembro de 2016, a emissora HBO renovou a série para uma segunda temporada de 10 episódios, que estreou em 22 de abril de 2018.

3ª temporada: The New World (2020)

Em 1 de maio de 2018, a emissora HBO renovou a série para uma terceira temporada. Intitulada The New World, a temporada estreou em 15 de março de 2020, sendo composta por 8 episódios.

4ª temporada

Em 22 de abril de 2020, a série foi renovada para uma quarta temporada.

Elenco e Personagens Principais

Evan Rachel Wood: Dolores Abernathy
Thandie Newton: Maeve Millay
Jeffrey Wright: Bernard Lowe / Arnold Weber
James Marsden: Teddy Flood
Ingrid Bolso Berdal: Armistice
Luke Hemsworth: Ashley Stubbs
Sidse Babett Knudsen: Theresa Cullen
Simon Quarterman: Lee Sizemore
Rodrigo Santoro: Hector Escaton
Angela Sarafyan: Clementine Pennyfeather
Shannon Woodward: Elsie Hughes
Ed Harris: Homem de Preto / William
Anthony Hopkins: Robert Ford
Ben Barnes: Logan Delos
Clifton Collins Jr.: Lawrence / El Lazo
Jimmi Simpson: William (jovem)
Tessa Thompson: Charlotte Hale
Fares Fares: Antoine Costa
Louis Herthum: Peter Abernathy
Talulah Riley: Angela
Gustaf Skarsgard: Karl Strand
Katja Herbers: Emily / Grace
Zahn McClarnon: Akecheta

Elenco e Personagens Coadjuvantes

Steven Ogg: Rebus
Brian Howe: Xerife Pickett
Demetrius Grosse: Delegado Foss
Ptolemy Slocum: Sylvester
Leonardo Nam: Felix Lutz
Izabella Alvarez: Filha de Lawrence
Jasmyn Rae: Filha de Maeve
James Landry Hébert: Slim Miller
Oliver Bell: Garotinho
Betty Gabriel: Maling
Peter Mullan: James Delos
Jonathan Tucker: Major Craddock
Patrick Cage: Phil
Martin Sensmeier: Wanahton
Tao Okamoto: Hanaryo
Rebecca Henderson: Goldberg

Produção

Concepção e Desenvolvimento

A Warner Bros. esteve considerando um remake de Westworld desde o início da década de 1990, e, depois da saída da executiva de estúdio Jessica Goodman, em 2011, o projeto estava novamente em consideração. Jerry Weintraub estava tentando fazer um remake há anos e, depois de seu sucesso com o filme Behind the Candelabra, da HBO, ele convenceu a emissora a dar luz verde para um episódio piloto. Jerry Weintraub levou o projeto até Jonathan Nolan e a co-escritora Lisa Joy, que viu potencial no conceito de fazer algo muito mais ambicioso. Então, em 31 de agosto de 2013, foi anunciado que a emissora de televisão HBO havia encomendado um episódio piloto para uma possível versão de série de televisão da história, com Jonathan Nolan, Lisa Joy, J. J. Abrams, Jerry Weintraub e Bryan Burk como produtores executivos.

Mais tarde, a HBO anunciou que Westworld havia sido oficialmente transformada em uma série e que estrearia em 2015. Em agosto de 2015, a HBO lançou o primeiro teaser, que revelou que a série estrearia em 2016. Esta é a segunda série baseada em uma história original de Michael Crichton após Beyond Westworld, da década de 1980, que teve apenas três episódios exibidos na emissora CBS antes de ser cancelada.

J. J. Abrams sugeriu que a série fosse contada com a perspectiva da mente dos “anfitriões”. Jonathan Nolan se inspirou em videogames, como BioShock Infinite, Red Dead Redemption e The Elder Scrolls V: Skyrim, para lidar com o componente moral da narrativa em um espectro. Ele explicou que a série iria explorar por que “a violência está na maioria das histórias que gostamos de assistir, mas não faz parte do que gostamos de fazer” através dos personagens conhecidos como “convidados”, que pagam para satisfazer esses impulsos. A existência autônoma de personagens não-manipuláveis em videogames influenciou a abordagem das histórias individuais em Westworld que são reiniciados em um loop contínuo. Uma citação de Romeu e Julieta, de William Shakespeare“Estes delírios violentos têm fins violentos” – está na série como um vírus disparador dentro dos anfitriões que altera a forma como eles percebem sua existência. A série explora ideias sobre a mente bicameral, um termo criado por Julian Jaynes, que se trata da existência de duas mentes separadas – uma que dá instruções e outra que as executa, e como a consciência divide a parede entre eles, expondo o indivíduo a novos tipos de estímulos. Quando foi questionado se os mundos temáticos do Império Romano ou da Idade Média que existem no filme original apareceriam na série, Jonathan Nolan respondeu que talvez pudessem ser possíveis novos cenários. George R. R. Martin reuniu-se com Jonathan Nolan e Lisa Joy para lhes dar a ideia de um cenário inspirado em Westeros, com robôs baseados em personagens de Game of Thrones. Ed Brubaker foi produtor supervisor na equipe de redação, co-escrevendo o quarto episódio da primeira temporada da série, juntamente com Jonathan Nolan.

A figurinista Ane Crabtree se aproximou de seu trabalho ao focar nos figurinos de Velho Oeste das épocas de 1850 à 1890, ao invés de se inspirar nos filmes ocidentais. Os tecidos foram feitos à medida, tingidos e impressos para qualquer ator que tenha um papel com falas para capturar os meandros dos trajes, a maioria do figurino foi fabricado no norte de Nova York e em Los Angeles. Os designs de chapéus foram descritos como os mais desafiadores do processo.

A série foi planejada pelos escritores e produtores para ter cinco temporadas.

Financiamento

Os dez episódios da primeira temporada foram produzidos com um orçamento de aproximadamente 100 milhões de dólares, com orçamentos por episódio em torno de 8 milhões a 10 milhões de dólares. A HBO e a Warner Bros. Television dividiram o custo da produção da série. A HBO alegadamente também pagou uma taxa de licenciamento não-divulgada à Warner Bros. Television para direitos de transmissão.

Escolha do Elenco

Anthony Hopkins e Evan Rachel Wood foram os primeiros membros do elenco formalmente anunciados, assumindo os papéis de Dr. Robert Ford e Dolores Abernathy, respectivamente. Jeffrey Wright, Rodrigo Santoro, Shannon Woodward, Ingrid Bolsø Berdal, Angela Sarafyan e Simon Quarterman foram todos anunciados como membros do elenco em agosto de 2014. James Marsden e Eddie Rouse também foram adicionados ao elenco. Ed Harris foi anunciado em um papel-chave de vilão, conhecido apenas como o Homem de Preto. Outros papéis foram preenchidos por Demetrius Grosse, Kyle Bornheimer, Currie Graham, Lena Georgas, Steven Ogg, Timothy Lee DePriest, Ptolemy Slocum, Thandie Newton e Miranda Otto. Em julho de 2015, foi anunciado que Miranda Otto havia desistido da série devido a seus compromissos com a quinta temporada de Homeland, e foi substituída por Sidse Babett Knudsen. Além disso, outros três atores foram anunciados: Eion Bailey, Jimmi Simpson e Clifton Collins Jr. Mais tarde, Eion Bailey foi substituído por Ben Barnes. Talulah Riley foi anunciada em um papel de anfitriã depois que seu ex-marido, Elon Musk, revelou isto no Twitter.

Filmagens

No início, foi decidido que a série seria filmada em 35 mm com a ajuda de HD taps, apesar das dificuldades crescentes na aquisição de estoques de filmes de outros fabricantes. Para conseguir um olhar mais leve, os cineastas usaram as lentes principais de Arri Zeiss com seus revestimentos removidos.

As filmagens do episódio piloto da série ocorreram durante um período de 22 dias em agosto de 2014, em torno de Los Angeles, assim como em Moab, Utah, nos Estados Unidos.

Os locais de filmagens na Califórnia incluíam vários estúdios sonoros, backlots no Universal Studios e no Warner Bros., o Paramount Ranch, em Agoura, o Melody Ranch, em Santa Clarita e o Pacific Design Center, em West Hollywood. O set de Melody Ranch, que foi utilizado para a cidade de Sweetwater, havia sido usado anteriormente para muitos filmes ocidentais, como Django Unchained e The Magnificent Seven, mas foi significativamente atualizado para ser usado em Westworld pelo designer de produção Zack Grobler para retratar uma versão idealizada da fronteira americana. As telas verdes foram colocadas em torno dos sets da Califórnia para obstruir objetos modernos como lotes de estacionamento, de modo que as tomadas na Califórnia pudessem, mais tarde, serem fundidas digitalmente com as tomadas vindas de fora de Utah.

Para o grande visual da série, os produtores se inspiraram no trabalho de John Ford, que filmou quatro de seus filmes ocidentais no Castle Valley, ao leste de Moab. Na primavera de 2014, Jonathan Nolan visitou o sul de Utah com membros-chave da equipe e um localizador de locais para explorar a possibilidade de filmar lá, e rapidamente se apaixonou pelo lugar. O local de filmagens do episódio piloto ocorreu mais tarde, durante cinco dias no sul de Utah, incluindo o Castle Valley. A maioria dos locais de Utah, como o Dead Horse Point State Park, eram como “vagar” em áreas onde tanto o elenco quanto a equipe foram obrigados a entrar e sair com todos os equipamentos. Cenas de cavalgadas foram filmadas em um rancho privado, onde os cineastas não estavam sujeitos a tantas restrições quanto ao trabalhar em terras públicas. Para misturar perfeitamente os cenários da Califórnia com o cenário de Utah, as muralhas foram enviadas para Utah para que pudessem ser usadas para filmar os ângulos inversos das cenas originalmente filmadas na Califórnia. Por exemplo, as conversas na varanda exterior do centro de operações de Westworld foram filmadas em uma varanda no Pacific Design Center voltada para o centro e, em seguida, os ângulos invertidos por cima dos ombros dos atores foram filmados no Dead Horse Point State Park, para parecer como se o centro de operações estivesse localizado no topo das falésias íngremes do parque estadual. As cenas do interior do trem foram criadas montando o conjunto completo do vagão do trem na parte traseira de um caminhão e conduzindo o caminhão para a frente e para trás ao longo da rota 128 do estado de Utah.

A impressão 3D dos anfitriões foi filmada utilizando efeitos práticos, dos quais alguns foram polidos pela equipe de efeitos visuais. Por respeito aos atores e figurantes envolvidos, as filmagens de nudez são conduzidas em um set fechado, e para as cenas de sexo, um consultor de sexo é usado.

A produção foi interrompida temporariamente por alguns meses no início de 2016 para que os criadores da série, Jonathan Nolan e Lisa Joy, pudessem completar os roteiros dos últimos quatro episódios da primeira temporada.

Sequencia de Abertura

A sequência de abertura da série foi criada pelo estúdio de produção Elastic, que anteriormente já havia criado as sequências de abertura de Rome, Carnivàle e Game of Thrones. Patrick Clair atuou como diretor criativo na sequência de abertura, que levou cerca de cinco semanas para se conceituar. Patrick Clair se encontrou com Jonathan Nolan e Lisa Joy em fevereiro de 2016 para discutir sobre o desenvolvimento. Ele estava interessado em sua decisão de abordar o ponto de vista da série pela perspectativa dos anfitriões, julgando o resultado de um estudo psicológico inerente. Após sua criação, a abertura traduziria elementos presentes na série via desenho assistido por computador. Por exemplo, quando Patrick Clair recebeu imagens do compositor Ramin Djawadi de um piano automático em movimento, sua contraparte real, situada no escritório de produção de Westworld, foi fotografada e depois reconstruída em imagens geradas por computador. Jonathan Nolan também aplicou isso como uma referência ao primeiro livro de Kurt Vonnegut, Player Piano, destinado a representar a primeira máquina de Rube Goldberg a demonstrar uma resposta emocional. Patrick Clair viu uma metáfora por trás do piano automático – “uma forma primitiva de robô” – como uma exploração da disparidade entre o homem e a máquina, “…sendo criadas para serem redundantes.” Os anfitriões que foram banhados em líquido branco chamaram sua atenção como uma justaposição entre o grão e a semente do gênero ocidental e sua base na ficção científica. A ideia principal de Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci, surgiu do desejo de Patrick Clair de transmitir a representação de Westworld do corpo humano nu. A sequência de abertura começa com a caixa torácica de um cavalo, juntamente com um conjunto de anfitriões fabricados por robôs industriais. O cavalo esquelético é mostrado galopeando para subverter a iconografia de tal representação. Quanto a seus esforços em expor as paisagens ocidentais em conexão com um mundo da robótica, Patrick Clair achou sensato que fosse feito dentro de um único olho; crateras e vales são formados como o simulacro de uma íris.

Trilha Sonora

A trilha sonora é composta por Ramin Djawadi, que também trabalhou com o showrunner Jonathan Nolan na série de televisão Person of Interest. A música de abertura de Westworld combina o uso de notas de baixo, arpejos e melodia, todos os quais complementam o “aspecto do parque temático”, diz Ramin Djawadi. A trilha sonora da primeira temporada foi lançada em 5 de dezembro de 2016.

Em uma entrevista, Ramin Djawadi falou sobre as músicas modernas usadas na série. Ele afirmou: “A série tem uma sensação anacrônica, é um parque temático ocidental, e ainda tem robôs, então por que não ter músicas modernas? E isso é uma metáfora em si mesma, envolvida no tema geral da série.” O recurso foi inventado por Jonathan Nolan. As apresentações de piano automático que são destaque em Westworld incluem “No Surprises”, “Fake Plastic Trees” e “Motion Picture Soundtrack”, da banda Radiohead, “Black Hole Sun”, da banda Soundgarden, “Paint It Black”, da banda The Rolling Stones, “Pine Apple Rag” e “Peacherine Rag”, do compositor Scott Joplin, “Reverie L.68”, de Claude Debussy, “A Forest”, de The Cure, a versão da banda The Animals da música “The House of the Rising Sun”, e “Back to Black”, de Amy Winehouse. Os custos de licenciamento variaram de 15 mil dólares à 55 mil dólares.

Transmissão

Na América do Norte, a série é transmitida pela HBO nos Estados Unidos, pela HBO Canada no Canadá, e pela HBO Latin America no México, desde 2 de outubro de 2016. Em outros países, a série foi adquirida na Austrália pela Showcase, com cada episódio sendo exibido ao mesmo tempo que nos EUA. No Reino Unido e na Irlanda, Westworld é transmitido pela Sky Atlantic desde 4 de outubro de 2016. Para evitar competir com o segundo debate presidencial dos Estados Unidos de 2016, a HBO lançou o segundo episódio para seus assinantes em seus canais de distribuição online em 7 de outubro de 2016, dois dias antes da data de transmissão original do episódio.

O episódio piloto da série teve números de audiência compatíveis com outra série da HBO, True Detective. Michael O’Connell, da revista The Hollywood Reporter, observou que as fontes colocaram o total geral da noite (combinando o streaming de conteúdo da HBO Go e da HBO Now, em 3.3 milhões de telespectadores). Michael Kennedy, da ScreenRant, concorda com a comparação de Michael O’Connell, acrescentando que a HBO deve estar respirando um suspiro de alívio, considerando que a série Vynil, que foi fortemente promovida, “não conseguiu ressoar” com os assinantes, apesar das duas séries terem nomes reconhecíveis na frente e atrás das câmeras, e cada uma custar cerca de 100 milhões de dólares para serem produzidas. Mandy Adams, do iTech Post observou: “As reações do público no Twitter foram 545 por cento melhor estimadas em relação à estreia de Vynil, e 326 por cento melhor estimadas em relação à temporada mais recente de TheLeftovers.”

Marketing

Antes da exibição de Westworld, a HBO realizou exposições de realidade virtual em eventos como San Diego Comic-Con e Techcrunch Disrupt dedicadas a Westworld: A Delos Destination. Os participantes foram autorizados a desfrutar do processo pelo qual os convidados entram Westworld, e interagir com o ambiente 3D. Feita para funcionar em óculos de realidade virtual no HTC Vive, a peça foi concebida pelos showrunners da série, Jonathan Nolan e Lisa Joy. A peça foi projetada usando Unreal Engine 4, combinando conteúdos gerados por computador e por vídeos de live action de 360 graus. Os participantes receberam um código binário que permitia acesso a um site chamado “Descubra Westworld” como parte do marketing viral. Os convidados foram convidados a assistir um trailer de um site de viagens fictício que os levava a encomendar uma viagem para Westworld.

Recepção

Recepção da Crítica

A recepção inicial da série foi positiva, com elogios particulares para o figurino, enredo e atuações. Depois de críticas iniciais, a primeira temporada tem um índice de aprovação de 88% baseado em 70 críticos no site de agregação de avaliações Rotten Tomatoes, com uma pontuação média de 8,1 de 10 e uma pontuação média por episódio de 94%. O consenso do site diz: “Com um impressionante nível de qualidade que honra seu material de origem, a brilhante e viciante Westworld equilibra o drama inteligente e fascinante contra a insanidade absoluta”. No site agregador de arte Metacritic, a primeira temporada tem uma pontuação de 74 de 100 baseada em 43 avaliações, indicando “opiniões geralmente favoráveis”.

Os críticos da revista TV Guide colocaram Westworld em quinto lugar entre as dez melhores escolhas das séries novas mais esperadas da temporada 2016–2017. Na avaliação geral do crítico Tim Surette, ele observa o conceito perfeito de misturar a premissa ocidental em um cenário futurista, dizendo: “Bem, Westworld possui os dois, garantindo que será uma mistura de gêneros excitante que irá romper um bordão da televisão que normalmente diz que só podemos ter uma coisa ou outra.” Tim Surette também acrescentou: “O visual da série e seu bom elenco balançam as portas do salão, mas o verdadeiro prazer será a inteligente discussão sobre se os robôs eventualmente matarão a todos. Felizmente, o criador, Jonathan Nolan, já nos mostrou que ele é o cara que criou a inteligência artificial de Person of Interest.”

Prêmios

2016: Satellite Awards
Melhor Atriz em Série Dramática: Evan Rachel Wood (VENCEU)

2016: Satellite Awards
Melhor Série de Televisão: Westworld (Indicado)

2016: Critcs’ Choice Television Awards
Melhor Série Dramática: Westworld (Indicado)

2016: Critcs’ Choice Television Awards
Melhor Atriz em Série Dramática: Evan Rachel Wood (VENCEU)

2016: Critcs’ Choice Television Awards
Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática: Thandie Newton (VENCEU)

2016: American Society of Cinematographers
Destaque Cinematográfico em Filme, Minissérie ou Piloto para Televisão: Paul Cameron por “The Original” (Indicado)

2017: Prêmios Globo de Ouro
Melhor Série Dramática: Westworld (Indicado)

2017: Prêmios Globo de Ouro
Melhor Atriz em Série Dramática: Evan Rachel Wood (Indicado)

2017: Prêmios Globo de Ouro
Melhor Atriz Coadjuvante em Televisão – Série, Minissérie ou Telefilme: Thandie Newton (Indicado)

2017: Prêmios Emmy do Primetime
Melhor Série Dramática: J. J. Abrams, Jonathan Nolan, Lisa Joy, Bryan Burk, Athena Wickham, Kathy Lingg, Richard Lewis, Roberto Patino, Katherine Lingenfelter e Cherylanne Martin (Indicado)

2017: Prêmios Emmy do Primetime
Melhor Ator em Série Dramática: Anthony Hopkins (Indicado)

2017: Prêmios Emmy do Primetime
Melhor Atriz em Série Dramática: Evan Rachel Wood (Indicado)

2017: Prêmios Emmy do Primetime
Melhor Ator Coadjuvante em Série dramática: Jeffrey Wright (Indicado)

2017: Prêmios Emmy do Primetime
Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática: Thandie Newton (Indicado)

2017: Prêmios Emmy do Primetime
Melhor direção em Série Dramática: Jonathan Nolan (por The Bicameral Mind) (Indicado)

2017: Prêmios Emmy do Primetime
Melhor Roteiro em Série Dramática: Jonathan Nolan e Lisa Joy (por The Bicameral Mind) (Indicado)

2017: Creative Arts Emmy Award
Melhor Elenco em Serie Dramática: John Papsidera (Indicado)

2017: Creative Arts Emmy Award
Melhor Fotografia em Série de Câmera Única: Paul Cameron (por The Original) (Indicado)

2017: Creative Arts Emmy Award
Melhor Figurino em Séries, Minisséries ou Telefilme Histórico ou de Fantasia: Trish Summerville, Jo Kissack Folsom e Lynda Foote (por The Original) (Indicado)

2017: Creative Arts Emmy Award
Melhor Mídia Interativa em um Programa Roteirizado: HBO, Bad Robot, Kilter Films (VENCEU)

2017: Creative Arts Emmy Award
Melhor Penteado em Série de Câmera única: Joy Zapata, Pavy Olivarez, Bruce Samia e Donna Anderson (por Contrapasso) (VENCEU)

2017: Creative Arts Emmy Award
Melhor Abertura: Patrick Clair, Raoul Marks, Yongsub Song, Felix Soletic, Jessica Hurst e Jose Limon (Indicado)

2017: Creative Arts Emmy Award
Melhor Maquiagem em Série de Câmera Única (Não-Protética): Christien Tinsley, Myriam Arougheti, Gerald Quist, Lydia Milars e Ed French (por The Original) (VENCEU)

2017: Creative Arts Emmy Award
Melhor Maquiagem Protética em Série, Minissérie, Telefilme ou Especial: Christien Tinsley, Hiroshi Yada, Georgia Allen, Gerald Quist e Myriam Arougheti (por The Original) (Indicado)

2017: Creative Arts Emmy Award
Melhor Música Tema: Ramin Djawadi (Indicado)

2017: Creative Arts Emmy Award
Melhor Edição em Série Dramática de Câmera Única: Andrew Seklir (por The Bicameral Mind) (Indicado)

2017: Creative Arts Emmy Award
Melhor Direção de Arte em Programa de Fantasia ou Narrativa Contemporânea: Zack Grobler, Steve Christensen e Julie Ochipinti (por The Bicameral Mind) (Indicado)

2017: Creative Arts Emmy Award
Melhor Direção de Arte em Programa de Fantasia ou Narrativa Contemporânea: Nathan Crowley, Naaman Marshall e Julie Ochipinti (por The Original) (Indicado)

2017: Creative Arts Emmy Award
Melhor Edição de Som para uma série: Thomas E. Matthew Sawelson, Brian Amstrong, Fred Paragano, Mark Allen, Marc Glassman, Sebastian Visconti, Geordy Sincavage, Michael Head, Christopher Kaller, Rick Owens e Tara Blume Norton (por The Bicameral Mind) (Indicado)

2017: Creative Arts Emmy Award
Melhor Mixagem de Som para uma Série de Comédia ou Drama (Uma Hora): Keith Rogers, Scott Weber, Roger Stevenson e Kyle O’Neal (por The Bicameral Mind) (VENCEU)

2017: Creative Arts Emmy Award
Melhores Efeitos Visuais: Jay Worth, Elizabeth Castro, Joe Wehmeyer, Eric Levin-Hatz, Bobo Skipper, Gustav Ahren, Paul Ghezzo, Mitchell S. Drain e Michel Lantieri (por The Bicameral Mind) (VENCEU)

2017: Screen Actors Guild
Melhor elenco em série dramática: Anthony Hopkins, Evan Rachel Wood, Jeffrey Wright, Thandie Newton, Ed Harris, Jimmi Simpson, James Marsden, Ben Barnes, Talulah Riley, Luke Hemsworth, Rodrigo Santoro, Angela Sarafyan, Ingrid Bolsø Berdal, Sidse Babett Knudsen, Shannon Woodward, Leonardo Nam, Ptolemy Slocum (Indicado)

2017: Screen Actors Guild
Melhor atriz em série dramática: Thandie Newton (Indicado)

2017: Prêmio Saturno
Melhor série televisiva de ficção científica: Westworld (VENCEU)

2017: Prêmio Saturno
Melhor ator coadjuvante em televisão: Ed Harris (VENCEU)

2017: Prêmio Saturno
Melhor ator coadjuvante em televisão: Jeffrey Wright (Indicado)

2017: Prêmio Saturno
Melhor atriz coadjuvante em televisão: Thandie Newton (Indicado)

2017: Prêmio Saturno
Melhor atriz coadjuvante em televisão: Evan Rachel Wood (Indicado)

2017: Prêmio Saturno
Melhor convidado em série televisiva: Anthony Hopkins (Indicado)

2018: Primetime Emmy Awards 2018
Melhor série dramática: Westworld (Indicado)

2018: Primetime Emmy Awards 2018
Melhor ator em série dramática: Ed Harris (Indicado)

2018: Primetime Emmy Awards 2018
Melhor ator em série dramática: Jeffrey Wright (Indicado)

2018: Primetime Emmy Awards 2018
Melhor atriz em série dramática: Evan Rachel Wood (Indicado)

2018: Primetime Emmy Awards 2018
Melhor atriz coadjuvante em série dramática: Thandie Newton (por “Akane No Mai”) (VENCEU)

2018: Primetime Creative Arts Emmy Awards
Melhor ator convidado em série dramática: Jimmi Simpson (por “Reunion”) (Indicado)

2018: Primetime Creative Arts Emmy Awards
Melhor Elenco em Serie Dramática: John Papsidera (Indicado)

2018: Primetime Creative Arts Emmy Awards
Melhor Fotografia em Série de Câmera Única – Uma Hora: John Grillo (por “The Riddle of the Sphinx”) (Indicado)

2018: Primetime Creative Arts Emmy Awards
Melhor Figurino em Série de Fantasia ou Sci-Fi: Sharen Davis, Charlene Amateau, Jodie Stern, Sandy Kenyon (por “Akane no Mai”) (Indicado)

2018: Primetime Creative Arts Emmy Awards
Melhor Penteado em Câmera Simples (Uma Hora): Joy Zapata, Lori McCoy Bell; Dawn Victoria Dudley, Karen Zanki, Connie Kallos, Norma Lee (por “Akane no Mai”) (VENCEU)

2018: Primetime Creative Arts Emmy Awards
Melhor Mídia Interativa em Programa Roteirizado: Chaos Takes Control Interactive Experience (HBO) (VENCEU)

2018: Primetime Creative Arts Emmy Awards
Melhor Abertura: Patrick Clair, Raoul Marks, Jose Limon, Savva Tsekmes (Indicado)

2018: Primetime Creative Arts Emmy Awards
Melhor Maquiagem em série de Câmera Única (Não-Protética): Elisa Marsh, Allan A. Apone, Rachel Hoke, John Damiani, Ron Pipes, Ken Diaz (por “Akane no Mai”) (VENCEU)

2018: Primetime Creative Arts Emmy Awards
Melhor Maquiagem Protética em Série, Minissérie, Telefilme ou Especial: Justin Raleigh, Kevin Kirkpatrick, Thom Floutz, Chris Hampton, Bryan Blair, Michael Ezell, Steve Koch (por “The Riddle of the Sphinx”) (Indicado)

2018: Primetime Creative Arts Emmy Awards
Melhor composição musical em série: Ramin Djawadi (por “Akane no Mai”) (Indicado)

2018: Primetime Creative Arts Emmy Awards
Melhor supervisão musical: Sean O’Meara (por “Akane no Mai”) (Indicado)

2018: Primetime Creative Arts Emmy Awards
Melhor Direção de Arte para Programa de Narrativa Contemporânea (Uma Hora ou mais): Nathan Crowley, Steve Christensen, Julie Ochipinti (Indicado)

2018: Primetime Creative Arts Emmy Awards
Melhor Edição de Som para série de comédia ou drama (Uma Hora): Thomas E. deGorter, Brett Hinton, Chris Kahwaty, Fred Paragano, Brian Armstrong, Mark Allen, Marc Glassman, Allegra De Souza, Christopher Kaller, Michael Head, Jordan McClain, Geordy Sincavage, Tara Blume, Matt Salib, Rick Owens (for “Akane no Mai”) (Indicado)

2018: Primetime Creative Arts Emmy Awards
Melhor Mixagem de Som para série de comédia ou drama (Uma Hora): Andy King, Keith Rogers, Geoffrey Patterson (por “Akane no Mai”) (Indicado)

2018: Primetime Creative Arts Emmy Awards
Melhores Efeitos Visuais: Jay Worth, Jacqueline VandenBussche, Bruce Branit, Kama Moiha, Michelle H. Pak, Bobo Skipper, Niklas Nuyqvist, Nhat Phong Tran, Mike Enriquez (por “The Passenger”) (Indicado)

2018: Primetime Creative Arts Emmy Awards
Melhor coordenação de dublês para série dramática, limitada ou telefilme: Doug Coleman, Brian Machleit (Indicado)

2019: Prêmios Globo de Ouro
Melhor Atriz Coadjuvante em Televisão: Thandie Newton (Indicado)

Trailers / Entrevistas e Vídeos

Fonte / Referências: Wikipedia, IMDB, além da pesquisa do site Imagoi